No início do século XIX viveu em Araxá uma figura popular com o nome de Filomena. De cor branca, era muito pobre e, se comparada aos dias atuais, seria considerada uma moradora de rua. Filomena era muito querida pela população que sempre a ajudava com roupas e comida. Infelizmente Filomena adoeceu e a população descobriu que ela estava com lepra. Na época, a doença era muito temida e todos acreditavam ser contagiosa. Por isso, Filomena foi afastada do convívio da cidade e poucas vezes foi vista novamente. Conta a história que alguns moradores de Araxá afeitos a costumes arcaicos e crendices antigas, enterraram Filomena viva, sob uma palhoça distante da cidade, deixando apenas sua cabeça de fora. Acreditavam que, com tal atitude estariam isolando Filomena e imunizando o resto da população da cidade contra a terrível doença. Raras vezes Filomena era alimentada e sua sede saciada por algum morador. Em um curto período, Filomena veio a falecer. Jogaram terra sobre sua cabeça e colocaram no local uma pequena cruz como referência onde estava enterrada. Alguns que conheciam Filomena, ao saberem do acontecido, começaram a acender velas e orar. Não tardou a surgirem as histórias de pedidos feitos e atendidos por Filomena. Logo a "romaria" ao local onde Filomena havia sido enterrada era tão grande que foi construída uma capela e um cruzeiro. Até hoje, o túmulo de Filomena é local de peregrinação para milhares de pessoas do Brasil e até do exterior.

Tel.: (34) 98831-1537

Rua Honório de Paiva Abreu, 505 - Bela Vista

CEP 38.181-414 - Araxá - MG

Informações úteis

Localização

Urbana

Pontos de referência

Próximo a TV Integração

Horário de funcionamento

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Tipo de visita

Auto-guiada

Entrada

Franca

Atividades realizadas

No 2º Domingo de cada mês rezada-se o Terço, com apresentação de grupos de Coral de N. Sra. do Rosário e de São Benedito.
No 1º Final de semana de Maio (de quinta a domingo) acontece a Grande Festa em Louvor à Mártir Filomena.

Informações complementares

A escrava Filomena é hoje uma figura lendária que teria vivido na cidade em meados do século 19. Segundo se conta, ela contraiu varíola, doença infecciosa, contagiosa e epidêmica, caracterizada pela erupção de pústulas na pele, e por isso foi isolada do restante da população, mas com o agravamento de seu estado de saúde teria sido enterrada viva. Logo depois algumas pessoas passaram a visitar o local do sepultamento, levando-lhe flores, alimentos e velas. O número desses visitantes foi aumentando paulatinamente com o correr do tempo, não demorando muito para que diversos milagres começassem a ser atribuídos a ela.

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