Desenvolve-se num mesmo alinhamento o conjunto arquitetônico de estilo colonial, constituído por casa grande senzala, capela e uma residência anexa, todas térreas, que apresentam como técnicas construtivas o adobe caiado nas paredes externas e pau-a-pique nas internas, desenvolvidas em embasamento de pedra e estrutura autônoma de madeira. Extensa varanda, com forro em esteira de palha e bambu, delimitada por guarda-corpo de madeira, separa a sede de um pátio central. A senzala tem acesso feito por quatro degraus de pedra. Possui como cobertura, telhado em telhas cerâmicas curvas, com várias águas, beiral de caibro corrido e comeeira paralela, tanto na sede quanto na senzala e na edificação próxima a esta. Todos os vãos são em madeira, sendo na sede janelas em folha de abrir com guilhotina externa de vedação em vidro, na senzala janelas de pequena dimensão com folhas de abrir e nas janelas da edificação anexa, folhas de abrir e venezianas fixas externamente. As portas das três edificações são em sua maioria em madeira, com folha de abrir, com almofadas ou não, e em alguns casos com bandeira fixa em vidro. Todas as esquadrias têm vergas retas e estão pintadas em tom verde escuro. Inserida na construção da sede, encontra-se capela de uso familiar, acessada por uma porta de madeira almofadada e verga do tipo "canga de boi" e janela, no lado direito, que se abre para o interior da residência. De pequena dimensão, constitui-se praticamente de um retábulo em madeira talhada e policromada, posicionado em sua parede de fundo. Preenchendo-a completamente é constituído por nicho central, com frontão em arco pleno, decorado com frisos e dois painéis nas laterais, com peanhas decoradas, arrematados por cimalha, tendo como cores predominantes o azul e o dourado no fundo branco. A pintura apresenta ainda, motivos florais. A capela possui forro em tábuas de madeira pintada e assolho em tábua corrida. A Fazenda Cipó, situa-se quase ao sopé da Serra do Espinhaço, a beira do Rio Cipó. A fazenda foi fundada em fins do século XVIII, pelos irmãos Felício de Morais e João de Morais, que a utilizaram para o cultivo de mamona. No início do século XIX, o Guarda-Mor José dos Santos Ferreira comprou a fazenda, edificando no local da antiga moradia dos irmãos Morais, uma grande sede. O novo proprietário dinamizou a fazenda, cultivando em grande escala milho, feijão e arroz, criando porcos e gado vacum e cavalar. Em 1829, o proprietário erigiu na fazenda, uma pequena Ermida, inaugurada em 26 de abril daquele ano. Após a morte do Guarda-Mor, a fazenda passou a seus filhos. Sob nova direção, a Fazenda Cipó tornou-se o maior centro de produção de região, produzindo cana-de-açucar, Algodão e trigo. O empreendimento nesta época chegou a contar com cem escravos de eito e numerosas escravas, animais e máquinas agrárias em abundância, embora rudimentares, como eram todas daqueles tempos. Em meados do Século XIX, a fazenda pertencia a José Augusto dos Santos Viana, rico fazendeiro que se notabilizou por sua bondade. A primeira reforma na Capela da fazenda, ocorreu em 1891. Uma nova reforma ocorreu em 1940. Importante estabelecimento rural do município de Jaboticatubas, a Fazenda do Cipó ainda hoje pertence a família Santos Ferreira.

Tel.: (31) 99986-6452 / 99738-6452

Rodovia MG 10, Km 53 - Zona Rural - Serra do Cipó

CEP 35.835-000 - Jaboticatubas - MG

Informações úteis

Localização

Rural

Pontos de referência

Acesso pela MG-010

Horário de funcionamento

Horário de funcionamento

Tipo de visita

Guiada

Entrada

Franca

Valor: R$0,00

Atividades realizadas

Visitação a uma antiga fazenda. Os visitantes podem entrar na antiga senzala (que hoje é um museu) na capela, datada de 1829 e na sede da Fazenda. O local preserva vários materiais antigos, como fotos, instrumentos de construção, utensílios domésticos, entre outros. Na fazenda também é possível ver um antigomoinho de fubá.

Necessário autorização prévia

É necessário agendar a visita antecipadamente com Maria Stela através dos telefones.

Acessibilidade