Mata Escura

Reserva Biológica da Mata Escura A criação da Reserva Biológica da Mata Escura teve o seu início em 1999, quando uma equipe do Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais – IEF e da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, visitou a região do baixo vale do Jequitinhonha com o intuito de identificar os principais remanescentes florestais de Mata Atlântica, com base nas áreas prioritárias para conservação da biodiversidade indicadas pela Fundação Biodiversitas (1998). A região nordeste do estado foi priorizada pelo IEF e pela UFMG exatamente por ser a única que contém fragmentos florestais que possam abrigar uma das últimas populações selvagens do mico-leão-da-cara-dourada (Leontopithecus chrysomelas) e do macaco-prego-dopeito-amarelo (Cebus xanthosternos), além de existirem poucos inventários faunísticos significativos para a região. Na ocasião, em função da descoberta de uma nova população de muriquis-do-norte (Brachyteles hypoxanthus) na área (Melo et al., 2002), a Coordenadoria de Proteção da Vida Silvestre, dentro da Diretoria de Pesca e Biodiversidade do IEF, sugeriu a criação de uma Unidade de Conservação (UC) de proteção integral com 20.500 ha, que não foi acatada pela então diretoria geral do referido órgão. Em 2002, em função de uma compensação ambiental exigida pelo Ibama com a construção do Aproveitamento Hidrelétrico de Itapebi, em Itapebi/BA, consultores estiveram na região e fizeram um estudo técnico mais detalhado indicando a atual área de criação da reserva na categoria de Parque Nacional. O decreto saiu em 2003, mas considerou a UC como uma REBIO com o dobro do tamanho original sugerido pelo IEF. Nesse sentido, foi criada a Reserva Biológica da Mata Escura – Rebio Mata Escura, com 50.872,42 hectares de área, localizada nos municípios de Jequitinhonha e Almenara, a nordeste do Estado de Minas Gerais, com vistas à proteção e preservação integral da biota e dos demais atributos naturais existentes em seus limites, sem interferência humana direta ou modificações ambientais. Firmada na margem esquerda do Rio Jequitinhonha, apresenta consideráveis remanescentes florestais de Mata Atlântica compostos por Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Estacional Decidual, Floresta de Altitude e uma vegetação campestre muito singular. A vegetação campestre ocorre sobre solo arenoso (areia quartzosa), nos topos de alguns morros, com aspecto fitofisionômico variando entre um ambiente de restinga e campos altitudinais, apresentando agrupamentos de bromélias, que se intercalam com arvoretas, moitas de ciperáceas e canelas-de-ema, além de orquídeas e bromélias epífitas. A morfologia do relevo apresenta-se pouco diversificada, ocorrendo predomínio de topos aplainados e recortados pelo recuo das cabeceiras de drenagem. São encontrados seis grandes grupos de solos: aluviais, podzólicos, latossolos (classe predominante), areia quartsoza, cambissolos e litólicos. Os cursos d’água que drenam a área têm suas nascentes entre as cotas de 850 e 1.150m, todos afluentes da margem esquerda do rio Jequitinhonha. Destaca-se o Córrego Labirinto, que abastece a cidade de Jequitinhonha. A Mata Escura, um dos últimos remanescentes de Floresta Atlântica do nordeste mineiro, poderá garantir a proteção de espécies da flora e fauna ameaçadas de extinção, em especial os primatas muriquido-norte, macaco-prego-do-peito-amarelo e bugio ruivo; a onça-parda ou puma e o borboletinha-baiano. Além desses animais, a Reserva Biológica da Mata Escura já detectou espécies como o gavião-pega-macaco, o gavião-de-penacho, o gavião-pombo-grande, o macuco, o tropeiro-da-serra e a tiriba-de-orelha-branca. Os muriquis-do-norte são primatas de hábitos diurnos, que se alimentam de folhas, frutos, flores e outras partes vegetais, como cascas de árvores, brotos de bambu e néctar. É o maior macaco das Américas, ocorrendo apenas na Mata Atlântica brasileira. O borboletinha-baiano é um pequeno pássaro com cerca de 12 cm, caracterizado pela plumagem verde olivácea, com a cabeça tingida de cinza e regiões loral, peri-ocular e superciliar bege-amareladas. Nas partes centrais é amarelado claro, quase branco na garganta. Com hábito crepuscular-noturno, a onça-parda ou puma, é um felino de grande porte, com coloração variando do marrom-acinzentado mais claro ao marrom-avermelhado mais escuro, com a ponta da cauda preta, podendo também apresentar uma linha escura na extremidade dorsal. O comprimento total varia de 1,65 a 2,10m, sendo que a cauda mede cerca de 35% desse total. O peso médio é de 37 kg para as fêmeas e 56,5 kg para os machos. Não há dúvidas quanto ao extremo valor biológico identificado na Reserva Biológica da Mata Escura, sua beleza cênica e seu conjunto de ecossistemas, com áreas de transição significativas entre faunas e floras distintas. A Reserva Biológica, quando criada, foi muito comemorada pela comunidade científica, porém existem alguns entraves para efetivo funcionamento da Rebio, sobretudo com a população local. A situação e o futuro da Rebio ainda são incertos. Ainda é necessário promover a regularização fundiária e estudos estão sendo realizados para que a área atual seja diminuída, como também existe a possibilidade da Reserva ser transformada em Parque Nacional.

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