O culto a Nossa Senhora do Rosário é uma tradição religiosa que perpassa por séculos, por iniciativa, de grupos de escravos no século XIX que fundaram uma irmandade, criada por padres dominicanos, estando ligados a grupos negros que realizam os autos populares conhecidos pelos nomes de Congada, Congado ou Congos. Por essa vinculação aos negros, o Congado se tornou também uma festa de santos de cor, como São Benedito e Santa Efigênia. “A adoração dos negros a essa santa é cheia de histórias e lendas. Conta-se que em um local da costa africana, a imagem da Nossa Senhora do Rosário teria aparecido nas águas do mar. Os homens brancos teriam ficado impressionados e feito homenagens para vê-la sair das águas, mas não obteram nenhum sucesso. Foi quando então, pediram ajuda aos negros, que ao tocarem e dançarem comoveram a santa, que veio para a praia.” A Igreja de Nossa Senhora do Rosário se destaca a partir da caminhada dos negros dentro das irmandades no período do ciclo do ouro, em meados do século XVIII, sendo uma referência as lutas travadas por povos desfavorecidos dentro da sociedade escravocrata brasileira, representando o sofrimento do povo brasileiro. Após o surgimento de vários povoados pelos Rincões de Minas Gerais, entre eles o de Onça de Pitangui, inicia-se, também a história da caminhada religiosa do povo de Deus, que neste Arraial morava. Segundo fontes documentais, a capela de Nossa Senhora de Sant’ Ana, foi filial da Paróquia de Nossa Senhora do Pilar de Pitangui até 1859, sendo que no dia 06 do julho do mesmo ano, foi elevada à condição de Paróquia, sendo denominada Paróquia de Nossa Senhora de Sant’ Ana. No mesmo período, aproximadamente, foi construída a capela de Nossa Senhora do Rosário, vinculada a paróquia de Nossa Senhora de Sant’Ana. Segundo fonte oral, geralmente toda cidade pequena de Minas Gerais, além de uma Matriz vinculada à imagem da Padroeira, possui uma capela relacionada com Nossa Senhora do Rosário, lembrando a luta do povo negro escravo, no século XVIII e XIX no Brasil. “A Festa de Nossa senhora do Rosário é uma festa menor né! Ela é mais religiosa, não tem parte social não... São três dias. Tem o Trido né! E no domingo agente celebra a missa dedicada a Nossa Senhora do Rosário, Lembrando o povo negro e a história da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário, a devoção popular e a luta dos negros escravos do século XIX. E tem o congado que a gente convida e vem de Para de Minas, acompanhado do levantamento da bandeira de Nossa Senhora do Rosário, que é uma coisa bem festiva! Agente termina com um almoço, que é oferecido para os congadeiros e essa é só religiosa não tem fins lucrativos nenhum. Ela é só religiosa. Nessa festa as comunidades locais não participam não, é só a Igreja matriz de Nossa Senhora de Sant’ Ana.” ( Pároco Edvaldo José Damasceno,) A capela de Nossa Senhora do Rosário, estava vinculada a famílias importantes da região do Onça no período do coronelismo, no inicio do século XX, pois podemos encontrar vestígios históricos da apropriação do Bem Móvel para beneficio dessas famílias, como por exemplo, a ordem de um Monsenhor da época, pertencente à família do Coronel Zico Barboza, conhecido como Monsenhor Fernando Barbosa, que determinou a permanência do tumulo de uma senhora importante de famílias hegemônicas na região. A igreja de meados do século de XVIII, foi restaurada pelo padre Rafael Caetano Moreira, no ano de 1998, e devido a dificuldade financeira da Paróquia ainda, não foi terminado. A capela Nossa Senhora do Rosário tem como responsável atual o Pároco Edvaldo José Damasceno, designado pela Diocese de Divinópolis, para assumir a Paróquia no ano de 2006, relatando que a igreja de Nossa Senhora do Rosário faz parte de uma tradição, tendo um valor histórico, religioso e cultural extremamente importante para o povo de Onça de Pitangui/MG, pois á participação efetiva de toda a paróquia de Sant’ Ana e a comunidades locais com intuito religioso.

Tel.: (37) 3271-1005

Praça Galeno Barbosa, - Centro

CEP 35.655-000 - Onça de Pitangui - MG

Informações úteis

Localização

Urbana

Pontos de referência

Inserida na parte posterior e central da Praça Galeno Barbosa, no centro, em uma das partes mais altas do centro da cidade, as edificações ao seu redor de imediato – mais abaixo da Igreja Matriz de Sant’Ana.

Horário de funcionamento

Horário de funcionamento

Tipo de visita

Não guiada, Auto-guiada, Guiada

Entrada

Franca

Atividades realizadas

Realização de Missas e festas religiosas

Acessibilidade