O artesanato em argila produzido no Distrito de Buriti, produzido de forma totalmente manual, desde a buscada do barro no barreiro até queima. O processo de produção das peças se dá da seguinte forma: o barro é retirado, depois socado e peneirado. Moldam-se com o formato desejado, oleiam e queimam. Essa tradição vem sendo passada de mães para filhas por diversas gerações. As peças são comercializadas na comunidade, e em Feiras e exposições que as artesãs participam através da AACC - Associação dos Artesãos de Coqueiro Campo. A Associação dos Artesãos de Coqueiro Campo está situada no distrito de Campo do Buriti, foi criada no ano de 1994. Inicialmente a associação tem parte de sua história ligada ao município vizinho de Minas Novas. Por volta de 1992 algumas mulheres, grande parte oriundas da comunidade vizinha de Campo Alegre se reuniram nas comunidades de Coqueiro Campo (pertencente a Minas Novas) e Campo Buriti (pertencente à Turmalina) para trabalhar com o artesanato. As peças inicialmente eram expostas na Associação dos Artesãos de Campo Alegre, mas como estavam distantes resolveram procurar alternativas. Certo dia D.Rosa, foi até a cidade de Minas Novas buscar apoio e conseguiu junto a prefeitura um espaço no ‘Sobradão’ para expor as peças produzidas pelas artesãs, desta forma cada artesã produzia suas peças em casa e em um dia determinado a prefeitura de Minas Novas mandava um carro buscar as peças na comunidade e levava para exposição no local combinado. Desta forma, no ano de 1994 com ajuda da EMATER-MG – Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do estado de Minas Gerais, as artesãs resolveram criar a associação com sede na comunidade de Coqueiro Campo. A associação foi criada com 9 associados e como ainda não possuíam sede própria as reuniões aconteciam na casa dos membros da associação, na igreja ou mesmo embaixo de árvores. Assim, a associação conseguiu sua primeira vitória, um lote doado pelo Sr. Zé de Odília, com metragem de 10x10 para as artesãs construírem a loja. Então, com a ajuda da prefeitura de Minas Novas, os moradores realizaram um mutirão para construção da lojinha. Em meados do ano de 1997 a loja já estava pronta, cada artesã tinha um espaço delimitado para expor suas peças, porém como não possuíam prateleiras as peças eram expostas no chão; Passado um tempo a prefeitura de Minas Novas realizou a doação de prateleiras. Por volta de 1999 com o apoio do Programa Comunidade Solidária foi realizada a reforma da loja, onde a mesma foi ampliada, e o local onde funcionava a antiga lojinha foi transformado em deposito de embalagens. Algum tempo depois, a loja sofreu danos, devido a fortes chuvas, então a associação conseguiu junto a Fundação Banco do Brasil o financiamento para outra reforma, passado algum tempo a loja foi novamente reformada com patrocínio da Caixa Econômica. Com o tempo a maioria dos associados eram do distrito de Campo Buriti, e com uma mudança nos limites de extrema dos municípios a sede da associação ficou localizada em Campo Buriti, pertencente ao município de Turmalina. Atualmente a associação possui 44 associados, e no ano de 2016 com o apoio da Fundação Banco do Brasil, a loja passou por outra reforma.

Tel.: (38) 3527- 0025

Praça principal, s/n - Distrito de Buriti

CEP 39.660-000 - Turmalina - MG

Informações úteis

Localização

Rural

Pontos de referência

Saindo de Turmalina com direção a Capelinha, seguindo a MG 308.

Horário de funcionamento

Horário de funcionamento

Tipo de visita

Não guiada

Entrada

Franca

Atividades realizadas

Fabricação, exposição e venda de artesanato

Informações complementares

A técnica em trabalhar com argila, segundo relatos populares, teria surgido com a chegada dos alemães e a mistura entre índios, africanos e portugueses. Aos poucos, o artesanato tomou forma, deixando para traz sua função utilitária doméstica. As primeiras peças produzidas em nossa região eram potes, panelas, butijas, pratos, paradeiras de café, instrumentos que eram muito úteis no uso doméstico e também levados para serem comercializados nas feirinhas dos povoados como complementação da renda. Por volta de 1977 por incentivo da antiga CODEVALE (Comissão de Desenvolvimento do Vale do Jequitinhonha) atual IDENE (Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais) os artesãos começaram a produzir peças com valor ‘artístico’ como casal de noivos, bonecas, galinhas, vasos decorados, dentre outros destinados principalmente a comercialização e ao consumo das grandes cidades.

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