Conhecendo a Região dos Diamantes

04/02/2020

Por: Gabriel Resende / @grabielresende



Quem é Gabriel Resende? Um jovem professor e fotógrafo, mora em Campinas e tenta inspirar outros viajantes a explorarem diferentes lugares do Brasil e do mundo. Apaixonado por fotografia e pelo mundo das artes. Ama compartilhar as experiências e dicas dos lugares que já "Registrei na Viagem". 



Em novembro fiz uma viagem durante 6 dias  pela região dos Diamantes com mais 3 criadores de conteúdo incríveis: o Robson Franzói @blogumviajante, a Antonella Queiroga @omundovistodomeujeito e o Diogo Perfer @diperfer.





Foto: Entrada para as trilhas. 



No primeiro dia, conheci o Parque Estadual do Rio Preto, um dos parques mais lindos e bem estruturados que tive o prazer de conhecer em minhas viagens pelo Brasil.



Quando cheguei, conheci o alojamento que eu iria ficar - que por sinal é muito bom -, organizei minhas coisas e a noite jantei uma comida mineira muito bem preparada no restaurante do parque. Batemos um papo bem gostoso com a turma e logo saí pra fotografar com eles o céu estrelado no parque. Estava lindo!





Foto: Céu estrelado no Parque Estadual do Rio Preto.



No segundo dia caí bem cedo da cama para fazer a trilha de 13 km, de nível médio a difícil, para as cachoeiras do Crioulo e da Sempre-viva, duas cachoeiras lindas no parque.



A trilha é incrível, tem vários mirantes, prainha de areia branca, panelas d’água, corredeiras, muitos poços pra se banhar e muita, mas muita aventura! Valeu a pena o percurso. Me diverti muito!





Foto: Cachoeira do Crioulo, no Parque Estadual do Rio Preto.





Foto: Cachoeira do Crioulo, no Parque Estadual do Rio Preto.





Foto: Cachoeira do Crioulo, no Parque Estadual do Rio Preto.





Foto: Mirante da trilha para a Cachoeira do Crioulo, Parque Estadual do Rio Preto.





Foto: Cachoeira da Sempre Viva, no Parque Estadual do Rio Preto.



Na volta da trilha, fui direto para o restaurante almoçar aquela comida mineira super especial.



Quando anoiteceu, o encontro com a galera foi novamente no restaurante! Tomei um caldo de vaca atolada e comi uma porção deliciosa de pastel de queijo. Ô trem bão!



No terceiro dia fiz a trilha do Cerrado, de nível fácil a médio, bem mais tranquila que a do dia anterior. Andei cerca de 4,6 km, vi mais prainha de areia branca, pinturas rupestre, corredeiras e muitas panelas d’água pra refrescar!



Quando acabou a trilha, voltei para o alojamento, organizei minhas coisas e fui correndo almoçar. No almoço comi frango caipira com pequi e ora-pro-nóbis, as delícias da culinária mineira! Que comida maravilhosa!



Após o almoço segui viagem com a galera rumo à Diamantina, onde eu ficaria nos próximos dias da viagem.



À noite, quando cheguei, experimentei mais um pouco da culinária mineira, onde comi o famoso pastel de angu e conheci muita gente legal e simpática. Foi a partir daqui que descobri o quão incrível é a cidade de Diamantina!



No quarto dia de viagem e primeiro dia em Diamantina, conheci o Parque Estadual de Biribiri, a aproximadamente 16 km de distância da cidade, o que dá apenas 30 minutos de carro.



O parque é lindo e tem uma boa estrutura, mas o que me chamou mais atenção foi a Vila “fantasma” de Biribiri, que fica lá dentro  do parque mesmo.



A Vila se iniciou após a abertura da primeira fábrica da indústria têxtil da América Latina no local, onde abrigou dezenas de funcionários até 1972, quando ela foi desativada. Os moradores da Vila também se mudaram do local após o fechamento da fábrica.



Atualmente, a Vila se tornou um dos atrativos da região. Por isso, para quem gosta de sossego, há possibilidade de se hospedar em uma das pousadas e comer em um dos restaurantes rústicos da vila. Vale muito a pena essa visita!





Foto: Igreja do Sagrado Coração de Jesus, Vila de Biribiri, em Diamantina.



No período da tarde fizemos o city tour pela cidade de Diamantina, visitamos seus principais atrativos como igrejas, museus e suas ruas e prédios históricos. Pra quem ama história, assim como eu, vai adorar conhecer!





Foto: Casarios em Diamantina.



A minha parte favorita do city tour foi quando chegamos no Mercado Velho. Lá tem muita arte, comida típica, gente simples e sorridente.





Foto: Mercado Velho, em Diamantina.





Foto: Mercado Velho, em Diamantina.





Foto: Mercado Velho, em Diamantina.



A arte mais conhecida da região é a dos artesãos do Vale do Jequitinhonha, a qual pertence também a cidade. É uma arte tão e linda e única que dá vontade de comprar tudo!



Ah, vou te dar uma dica super legal e que serve como lembrança da viagem.



Conhece o passaporte da Estrada Real?



Para adquirí-lo, precisa preencher um formulário no site da Estrada Real e escolher Diamantina como a cidade de retirada do passaporte. Para retirá-lo, basta procurar a agência que indicou no preenchimento do formulário e levar 1 quilo de alimento não perecível. O passaporte é emitido na hora.



Em toda cidade que pertence à Estrada Real, você terá direito a um carimbo no passaporte. Eu já tenho o carimbo de Diamantina garantido no meu!





Foto: Catedral Santo Antônio, em Diamantina.



Pensa que acabou? Eu não parei!



Mais tarde fui experimentar mais da gastronomia mineira, que na minha opinião, é a melhor do Brasil! E claro, porque eu amo comer também. Não vou mentir.



A noite fui me divertir um pouco, com meus novos amigos, em um pub bastante conhecido na cidade. A noite em Diamantina é bastante agitada, principalmente entre os mais jovens, já que é uma cidade universitária.



Nos divertimos bastante e fomos descansar.



No quinto dia levantei cedo para fazer algo que eu amo, que é fotografar. Aos domingos, às 6h, a cidade está vazia! Por isso, é uma ótima dica para sair e tirar algumas fotos sem pessoas ou carros na rua. A partir das 7h a cidade começa ficar mais movimentada e é difícil de tirar fotos sem ninguém ao fundo.





Foto: Becos e vielas, em Diamantina.





Foto: Becos e vielas, em Diamantina.



Foto: Igreja Nossa Senhora do Amparo, em Diamantina.





Foto: Igreja Nossa Senhora do Carmo, em Diamantina.



Depois de tirar as fotos caí na estrada com a galera! Estava indo conhecer mais uma das cidades da região, a cidade de Serro, à aproximadamente 90 km e 1h30 de distância de Diamantina.



Chegando em Serro, conheci pontos turísticos como a linda e charmosa igreja de Santa Rita, que fica no alto da escadaria, com uma bela vista panorâmica da cidade. A escadaria rendeu fotos bem bonitas!





Foto: Escadaria da Igreja de Santa Rita, em Serro. 





Foto: Igreja de Santa Rita, em Serro. 





Foto: Escadaria da Igreja de Santa Rita, em Serro. 





Foto: Igreja de Santa Rita, em Serro. 



Visitei também o Museu do Queijo e o Museu Regional da Casa dos Ottoni, onde possui exposições distintas.



No primeiro andar, encontram-se painéis que falam da história da cidade, além de imagens sacras e restos da arquitetura de uma igreja que já existiu na cidade.



No segundo andar, foi recriado o ambiente de uma casa do século XIX, com os móveis dispostos da mesma forma como era no tempo da família Ottoni.



Em Serro eu também garanti, no Museu do Queijo, o carimbo da cidade no passaporte da Estrada Real!



No almoço, tive uma experiência única. Fui convidado pela família da Dona Elizete a almoçar junto com eles. Pensa numa comida bem feita? Comi, bebi e prosiei muito com eles!





Foto: Gastronomia mineira, em Serro. 



Aos finais de semana, os serranos proprietários de restaurantes recebem os turistas em suas casas e preparam uma comida mineira junto a seus familiares.



Me senti tão bem recebido pela Dona Elizete, sua irmã, mãe e marido que pretendo voltar mais vezes para ter essa experiência. Me acolheram como alguém da família.





Foto: Gastronomia mineira, em Serro. 



Antes de ir embora, a mãe da Dona Elizete me disse “volte sempre, não por nós, mas por Serro!”. Esta fala me marcou.



Depois dessa experiência, visitei uma fazenda que produz queijos serranos há muitos anos. É a tradição da família.



Lá tomei um café colonial delicioso e acompanhei a produção dos queijos que é feita de uma forma bem artesanal.





Foto: Produção de queijo, região do Serro. 





Foto: Gastronomia mineira, região do Serro. 





Foto: Queijo, região do Serro.



Voltei para Diamantina, jantei mais uma comida mineira maravilhosa (essa é sempre melhor parte, comer) e fui descansar.



No sexto e último dia de viagem, visitei uma vinícola da região, onde tive a experiência de degustar diferentes vinhos.



No almoço, mais comida! Pedi um prato típico e delicioso servido em um restaurante no centro histórico de Diamantina.



Por fim, a viagem foi incrível! Tive contato com a natureza, muita comida boa, história e pessoas maravilhosas. Impossível passar pela região dos Diamantes e não se encantar. Sem dúvida voltarei mais vezes!



Obrigado, Minas Gerais, pela linda experiência que tive.



 



 



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