Uma das mais antigas localidades de Minas Gerais, a história de Caeté teve início no Ciclo do Ouro. A cidade foi palco de importantes episódios históricos, como a Guerra dos Emboabas. De seu expressivo patrimônio cultural e histórico,  destaca-se a Matriz de Nossa Senhora do Bonsucesso. Foi nessa igreja, a primeira construída em alvenaria de pedra, que Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, começou sua carreira.

 

A paisagem bucólica de Santa Bárbara, com igrejas, telhados e quintais, aos pés da imponente Serra do Caraça, fazem dali um dos municípios mais bonitos de Minas Gerais. A cidade abriga boa parte do Parque do Caraça, o grande atrativo da região. No centro, o casario histórico foi revalorizado com a implantação de museus e espaços culturais. Santa Bárbara é uma cidade que se desenvolve sem deixar a história para trás.

 

Catas Altas é um espetáculo à parte: uma cidade que parece ter saído de uma pintura bucólica, com nuvens entrelaçando uma imponente serra e um trem de ferro que vaga pequenino aos pés de tamanha magnitude. Reconhecida como cidade histórica e ecológica, Catas Altas também é famosa pela produção de vinho de jabuticaba, que originou a Festa do Vinho.

 

O charme de Mariana também é inigualável. Primeira vila, bispado e capital de Minas Gerais, Mariana é uma das mais importantes cidades históricas do Brasil, sendo a primeira e única cidade do período colonial com traçado urbanístico projetado. Com Ouro Preto, ela detém um dos mais belos conjuntos arquitetônicos representativos do barroco de Minas Gerais.

 

Por último, mas não menos importante, a primeira cidade brasileira e uma das primeiras do mundo a ser declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO, Ouro Preto foi construída por artistas e escravos, no auge do Ciclo do Ouro. Passear pelas suas acentuadas ruas nos faz sentir espectadores vivos da história. Ao mesmo tempo, o movimento contagiante de estudantes e turistas, sempre dispostos a festejar em suas famosas repúblicas ou nas ladeiras da cidade, dá a Ouro Preto um clima jovial e alegre. Além das celebrações de fé, como os rituais da Semana Santa e eventos religiosos tradicionais do calendário, a cidade também respira uma cultura efervescente e vibrante, com seus já consagrados festivais de inverno e jazz, além de grandes festas populares como o Carnaval de Rua e a “Festa do 12”.

 

O que você não pode perder:

 

Dominando a paisagem de toda a região de Caeté, está a Serra da Piedade, um importantíssimo marco histórico, religioso e paisagístico. O Observatório Astronômico Frei Rosário conta com uma interessante programação para os visitantes que desejam conhecer um pouco mais sobre o céu e as estrelas, além de eventos astronômicos importantes em seu calendário. Administrado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), divide espaço com as montanhas mais altas de Caeté. Belo exemplo de que fé e ciência podem conviver lado a lado com harmonia e respeito. No alto da Serra da Piedade o Santuário Nossa Senhora da Piedade é composto pela Ermida de Nossa Senhora da Piedade, Igreja Abrigo, Restaurante Panorâmico, Cruzeiro e Casa dos Romeiros. No caminho até o cume estão localizados 15 painéis, em azulejo, representando cenas da Via Sacra.

 

Em Santa Bárbara, você não pode deixar de conhecer o Santuário do Caraça: vista de longe, a silhueta da serra forma um grande rosto de perfil – uma enorme cara, a caraça. Conhecido por seu rico ambiente natural, o Caraça está situado em um magnífico vale da Serra do Espinhaço. A maior atração do parque acontece à noite, diante dos flashes das câmeras fotográficas: o lobos-guará sobem as escadas do santuário e alimentam-se da comida deixada pelos padres, a poucos centímetros do visitante. Uma experiência inesquecível, que representa muito bem o espírito do Caraça e a harmonia do homem com a natureza que o cerca.

 

Na mesma cidade, a Igreja Matriz de Santo Antônio deve ser vistada em suas diversas partes: das linhas sinuosas das balaustradas de jacarandá do coro e da nave, às molduras que imitam mármore. Na Capela do Santíssimo, a cúpula de aresta mourisca folheada a ouro concorre em beleza com púlpitos atribuídos a Francisco Xavier de Brito, mestre de Aleijadinho. Todas as pinturas principais são de Mestre Athayde.

 

Na Matriz de Nossa Senhora da Conceição a imagem de Cristo, atribuído a Aleijadinho, divide as honrarias com as pinturas dos quatro doutores da igreja, creditadas a Mestre Athayde. Vale conferir também a Estação da Música, o Centro de Desenvolvimento do Artesanato e o Parque Recanto Verde.

 

O pequeno povoado do Morro da Água Quente é um atrativo charmoso e muito recomendado aos visitantes de Catas Altas, composto por ruas com muros feitos em canga, casinhas simples e tradicionalmente mineiras. Com tanta beleza, história e hospitalidade, é difícil não se apaixonar pela região.

 

A Capela de Santa Quitéria, construída no século XVIII, está localizada no alto de uma colina da cidade. Sua fachada, restaurada em 1985 nos moldes originais – segundo projeto e orientação técnica do IEPHA/MG  - é chanfrada com três portas-janelas ao nível do coro e tem uma torre única com dois sinos. O adro é calçado com pedras arredondadas, com vários degraus a a frente. Ao fundo encontra-se a imponente Serra do Caraça.

 

Catas Altas abriga ainda o Santuário do Caraça, fundado em 1820 pelo Irmão Lourenço. Atualmente o Caraça é uma Reserva Particular do Patrimônio Natural, que preserva, além das serras e das cachoeiras, impressionantes exemplares da fauna e flora brasileira, como o lobo-guará,  ameaçado de extinção.

 

A Mina de Ouro da Passagem, em Mariana, é a maior mina de ouro aberta à visitação do mundo. Por meio de um trolley de 315 metros de extensão e 120 de profundidade, o visitante desce às profundezas subterrâneas da Terra. Desde a sua fundação, já foram retirados dali cerca de 35 toneladas de ouro. A Praça Minas Gerais é um local inusitado por possuir quatro monumentos históricos bem próximos: em torno dela estão a Igreja São Francisco de Assis, a do Santuário de Nossa Senhora do Carmo, a primeira Casa da Câmara e Cadeia do Estado e Pelourinho, antigo local de castigos dos escravos. A Casa da Câmara e Cadeia erguida de 1786 a 1798, seguia o costume do período colonial de abrigar a Câmara no pavimento superior e a Cadeia no inferior. Nos fundos, existe uma capela construída originalmente em devoção a Nosso Senhor dos Passos. Dando continuidade à sua vocação política, hoje o local abriga a Câmara Municipal da cidade.

 

Em Ouro Preto, são muitas as atrações imperdíveis:

 

  • Igreja São Francisco de Assis: a obra prima de dois mestres do Barroco: Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, e Manoel da Costa Ataíde. Construída em estilo Rococó, faz parte de uma etapa posterior da evolução do Barroco mineiro. A Matriz Nossa Senhora do Pilar: simplesmente imperdível é a igreja onde se dá realmente o grande acontecimento do espaço barroco,. Inaugurada em 1733, é o apogeu da decoração barroca, proporcionando um efeito dramático para os sentidos. Em seu interior foram usados cerca de 400 quilos de ouro na decoração e esculpidos outros 400 anjos em madeira.
  • O Museu do Oratório O museu possui uma magnífica coleção: são 162 oratórios e 300 imagens dos séculos XVII ao XX, dotados por uma colecionadora particular. Todos os oratórios são originários do Brasil e oferecem detalhes valiosos da arquitetura, pintura, vestuário e costumes da época em que foram produzidos. O Museu da Inconfidência um dos museus históricos mais importante do Brasil. O seu imponente prédio na Praça Tiradentes é a antiga Casa da Câmara e Cadeia Vila Rica, onde Tiradentes ficou preso. O museu reúne hoje uma valiosa coleção de objetos e manuscritos sobre a Inconfidência. Também possui obras de Aleijadinho, Xavier de Brito, Mestre Athayde, Servas além de vários objetos dos séculos XVIII e XIX.
  • Museu de Ciência e Técnica: criado no fim do século XIX apresenta as mais completas coleções do Brasil nos setores de Mineralogia, História Natural, Mineração, Metalurgia, Física, Astronomia, Topografia, Desenho e Biblioteca de Obras Raras.
  • A Casa dos Contos: O visitante ainda pode conhecer umas das poucas casas ouro-pretanas em que ainda existe a senzala. Hoje abriga o Centro de Estudos do Ciclo do Ouro.
  • E quem disse que não existe máquina do tempo? A locomotiva “Maria Fumaça”, que na época do Brasil Colônia era um marco do progresso, hoje é uma viagem ao passado, ligando Ouro Preto a Mariana.

 

O roteiro por

Chico Lobo

Chico Lobo

Compositor e intérprete

Minas das violas e das cantorias, de uma riqueza cultural sem fim. Conhecer...

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