Turismo em Minas Gerais | Diamantina

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    Atualizado em 21/10/2020

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Parque Estadual do Biribiri

Foto: Acervo Setur MG | Evandro Rodney Biribiri, que na língua indígena significa “buraco grande”, é também o nome da remota vila onde se instalou, no século XIX, uma indústria têxtil que se tornou marco da tecelagem de Minas Gerais. Biribiri ainda dá nome ao Parque Estadual que abriga essa Vila, na região de Diamantina, há 290 km de Belo Horizonte. Terra de garimpeiros, caçadores de diamantes, tropeiros e aventureiros que percorriam a Estrada Real, e por lá ficaram, inebriados com a riqueza natural e mineral. As pessoas que passam por Biribiri se encantam não somente por seu casario, mas principalmente pelas paisagens de beleza cênica, com seus rios de leitos de pedras, formando cachoeiras e atravessando campos. A área abriga várias nascentes e cursos d'água: o Rio Biribiri, que moveu as turbinas da hidrelétrica geradora da força motriz da fábrica de tecidos; o Rio Pinheiros e diversos córregos, sendo os mais famosos o Sentinela e o Cristais. Os descendentes dos proprietários da fábrica contam histórias sobre os suntuosos degraus da Cachoeira dos Cristais, cujas rochas teriam sido cortadas com talhadeiras pelos proprietários da época, à procura de diamantes. Hoje, o local é um centro cultural e histórico. O Parque Estadual do Biribiri também pertence ao complexo da Serra do Espinhaço, o que significa que seus 16.998 hectares são repletos de tipologia vegetal do cerrado e dos campos rupestres, nascentes e cursos d’água, inúmeros atrativos de grande beleza cênica, além de importantes patrimônios histórico-culturais e arqueológicos. Essa Serra caracteriza-se por uma morfologia de planaltos elevados, interrompidos por despenhadeiros, e atua como suntuoso divisor de águas no Estado, separando a bacia do Rio São Francisco, a oeste, das bacias dos rios Doce e Jequitinhonha, a leste. Várias espécies observadas no Parque representam grande importância para conservação, em virtude da ocorrência de endemismo, baixas populações e destruição de seus habitats. Há gambá, jandaia-da-testa-vermelha, codorna-mineira, capacetinho-do-oco-do-pau, pica-pau-da-cabeça-amarela, onça-parda, lobo-guará e carcará, o gavião do Cerrado. Muitas dessas estão presentes na lista das espécies ameaçadas de extinção. Riquezas que estão sendo preservadas pela da persistência da equipe do IEF, que zela pela sobrevivência desse ecossistema, tão exuberante e mágico. Criado em setembro de 1998, o Parque representa uma área de fundamental importância para a conservação da biodiversidade. Mesmo assim, o Plano de Manejo estuda e reforça a possibilidade de envolvimento da comunidade local visando o desenvolvimento da atividade turística na região. Esta Unidade de Conservação possui ainda diversos sítios arqueológicos pré-coloniais, tais como os painéis de pinturas rupestres, e pós coloniais, como o “Caminho dos Escravos”, além de várias ruínas. Estes vestígios de antigas populações complementam o patrimônio cultural de Diamantina. O Parque, representa ainda, um dos principais atrativos naturais de Diamantina e região, tendo em seu interior inúmeras cachoeiras e trilhas com alto potencial para o Ecoturismo e o Turismo de Aventura.

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  • Localização

    Rural

    Avenida Geraldo Edson do Nascimento, 600 - Bairro Cidade Nova, - Cidade Nova

    CEP 39.100-000 - Diamantina - MG

  • Pontos de Referência

    De Diamantina, siga pela Avenida do Contorno, bairro cidade Nova até a portaria do Parque.

  • Horário de Funcionamento

  • Observação sobre funcionamento

    O melhor horário de visitação é diurno

  • Tipo de Visita

    Auto-guiada;Guiada;

  • Entrada

    Franca

  • Atividades Realizadas

    Espeleoturismo, Cicloturismo, caminhada, travessias (Transespinhaço), turismo cultural (caminho dos escravos), escalada na modalidade bouder, rapel, visitas paleontológicas, observação de vida silvestre, avistamento de aves, visitas pedagógicas, turismo de base comunitária, fotografia e filmagem, campismo.

  • Acessibilidade