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Gosto de Minas: Pé de Moleque

Atualizado em: 25/09/2020

A cozinha é o lugar mais cheiroso de casa, né? Os aromas se misturam, as cores explodem nas panelas e a mágica acontece. E cozinha mineira então? Delícia, né? E por aqui não tem magia, é gastronomia!

Um desses cheiros que a gente adora sentir nessa época de festividades juninas é o do amendoim torrado. Além desse legume ser super queridinho, é um item super versátil  da culinária! Vai bem como petisco, tempera a canjica e é o ingrediente principal de diversos doces. É o caso do pé de moleque, nossa receita junina do dia!

O doce, que é tipicamente brasileiro e surgiu no ciclo da cana-de-açúcar, é uma mistura perfeita da rapadura com o amendoim torrado. Seu nome pode ser explicado por duas versões: a primeira, diz da semelhança entre a cor e calos dos pés dos moleques que viviam correndo descalços pelas ruas de terra batida; e a segunda fala das cozinheiras das fazendas, que eram assediadas pelas crianças da vizinhança, suplicando por um pouco de doce enquanto elas mexiam seus tachos no preparo da massa. Neste momento, as mestras diziam a eles: “– Pede, moleque!”

Quem viaja pelo sul de Minas e passa pela BR- 459 deve saber que o doce é o carro chefe das barracas que ficam à margem da estrada, fazem parte da cultura de Piranguinho, cidade que recebeu o título de Capital do Pé de Moleque! Até o poeta Carlos Drummond de Andrade se rendeu a essa maravilha! Em passagem pela cidade deixou uma carta dizendo que o doce é uma “joia rara”, isso em 1953, imagina o quanto essa tradição e esse tempo só fizeram bem pro pé de moleque da cidade?

O Pé de Moleque de Piranguinho tem o reconhecimento em Minas Gerais, por seu modo artesanal de fazer o doce, sendo considerado Patrimônio Imaterial, por isso, acabou tornando-se famoso e, com certeza, quem experimenta não esquece jamais! E é por isso que existe na cidade uma festa dedicada exclusivamente a iguaria, onde em 2019, produziram o maior pé de moleque do mundo, com cerca de 24 metros de comprimento, e se você pensa que “é doce que não acaba mais” se enganou, a distribuição desse recorde mundial foi gratuita e acabou rapidinho!

Salivou aí, né? Já pensou agora fazer o pé de moleque de Piranguinho na sua casa? Pois é! Hoje trazemos a receita tradicional de uma das barracas mais famosas da cidade e, também, a receita do cajuzinho. Anota tudo, faça aí o seu tipo preferido dessa delícia, compartilha com os amigos e manda as fotos nas nossas redes sociais!

PÉ DE MOLEQUE DE PIRANGUINHO

Ingredientes:

2,5 kg de rapadura

1,2 Kg de amendoim torrado e sem casca, podendo ser inteiro ou moído.

300 ml de água

Preparo:

A rapadura picada é colocada no tacho. Acrescenta-se a água. O fogo pode ser razoável, nem tão alto e nem tão brando. Mexa um pouco para que a rapadura comece a dissolver na água. Quando começar a derreter, deixe mais uns cinco ou seis minutos para que chegue ao ponto. Deixe ferver por 20 segundos e está pronto. A calda deve ser coada e, ainda quente para não endurecer, acrescente ao amendoim e mexa com firmeza. Em uma forma ou sobre uma pedra forrada com plástico, abra a massa e deixe em torno de 15 a 20 minutos. Agora o doce já pode ser cortado em pedaços.

Para fazer o pé-de-moleque com amendoim moído o processo é semelhante, a diferença é que em vez de 300 ml de água, deve-se usar 500 ml.

CAJUZINHO

Ingredientes:

1 kg de amendoim sem pele, torrado e moído

600g de açúcar refinado

160 ml de água

1 xícara (chá) amendoim torrado inteiro

PREPARO:

Despeje tudo em uma tigela, exceto o amendoim inteiro. Em seguida misture bem todos os ingredientes. Molde a massa em formato de cajuzinhos, passe pelo açúcar e coloque metade de um amendoim na ponta de cada cajuzinho.

 

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