Turismo em Minas Gerais | 300 anos: de Minas do Ouro à nossa Minas

300 anos: de Minas do Ouro à nossa Minas

Foto por: Pça. MG/Mariana - Acer. Mtur - Pedro Vilela
Atualizado em: 12/01/2021

300 anos: de Minas do Ouro à nossa Minas

   A descoberta das Minas enriquece Portugal mas traz a semente que o fará perder a Colônia. 

Germain Bazim, Diretor do Louvre

Minas Gerais completa 300 anos do seu surgimento no mapa político e territorial da Colônia de Portugal no Brasil com a criação da Capitania das Minas do Ouro, a 2 de dezembro de 1720,  por  Alvará de dom João V, rei de Portugal. 

A data nos convida a uma oportuna e necessária leitura retrospectiva deste percurso histórico, desde suas origens, a ocupação territorial,  fatores geográficos  que condicionam sua  formação, o mineiro e suas matrizes raciais, as muitas rebeldias, a conformação de sua identidade cultural,  suas lutas por afirmação econômica  e social,  a  construção de suas instituições empresariais ao longo de sua trajetória até os tempos atuais.

Impõe-se ainda assinalar os diversos momentos, na Colônia, no Império e na República,  em que os mineiros contribuíram, decisivamente, para a formação da nacionalidade brasileira.

Uma singular trajetória histórica distingue Minas Gerais na diversidade da formação da nação brasileira e motiva ensaios históricos que  demonstram  um caráter regional próprio dos mineiros.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Como se deu a formação de Minas?

Muitos fatores condicionam a formação de  Minas:  a localização mediterrânea e central no mapa brasileiro, o povoamento pioneiro do interior do território do Brasil-Colônia nos anos finais do século XVII, o terreno montanhoso induzindo ocupações muito próprias, o rico solo mineral que atrai o povoamento rápido e forma sociedades e tipologias urbanas e humanas diferenciadas,  as seis fronteiras  e suas regiões de transição cultural  são, entre outros,  fatores que sustentam os estudos de caracterização dos mineiros.

Movimentos mineiros e o sentimento nativista brasileiro

 A historiografia conhece bem as motivações e fatos da Sublevação de 1720 e a rápida decisão do governo colonial português  de criar a Capitania das Minas do Ouro, com  autonomia administrativa e governo próprio, separando-a da Capitania de São Paulo e Minas do Ouro, que fora criada em 1709 já como uma primeira tentativa de maior controle da região das Minas do Ouro.

A revolta, que se concentra em Vila Rica (Ouro Preto) e Ribeirão do Carmo (Mariana), é uma reação à implantação das Casas de Fundição para cobrar o imposto do quinto do ouro, conforme ordens do novo governador dom Pedro de Almeida, conde de Assumar. Na repressão aos revoltados, é supliciado Felipe dos Santos, que passa à história como a primeira vítima da resistência ao regime colonial.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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A revolta de 1720  inaugura uma constante rebeldia, que tem na Inconfidência de 1789 seu maior momento, fazendo com que os  mineiros sejam pioneiros no sentimento nativista brasileiro, na  Independência de 1822, na resistência ao absolutismo no Primeiro Império e na República de 1889.

Conhecer a trajetória histórica de Minas, nos seus 300 anos, é essencial para compreensão da contemporaneidade. 

Um brinde à Minas Gerais!

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Sobre o Autor

Mauro Werkema

Jornalista, estudioso da História de Minas, autor de livros e artigos sobre Minas Gerais, como “História, arte e sonho na formação de Minas Gerais”.

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