BLOCO VELÓRIO DO ZÉ PEREIRA
Ritápolis
Segunda, 16 de fevereiro de 2026
Bloco Velório Do Zé Pereira Em Ritápolis - Rua 21 de abril , 205 , Centro
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SOBRE O EVENTO
Tradição que começou em 1963 e ganhou novos desdobramentos em 2006 que enriqueceram ainda mais a história.
A história do Zé Pereira em Ritápolis tem início em 1963, junto com a emancipação do Município. Tudo começou com uma brincadeira entre amigos, Chico Antônio e Zé Becão decidiram sair na terça-feira de carnaval carregando um caixão para enterrar o Zé Pereira e com um grupo de pessoas fantasiadas. O Zé Pereira é um boneco de espuma e tecido, trajado de roupas e o primeiro foi costurado por dona Tutinha. O que era uma brincadeira, foi crescendo e se tornou um bloco, o bloco do Enterro do Zé Pereira. Tradição essa que foi passada para gerações, onde os filhos de Chico Antônio, Chiquinho Tabaco e Antônio Bubuco, assumiram o bloco do enterro e contaram com a ajuda da irmã, Maria da Encarnação - Bebé - para confeccionar o boneco. Bebé costurou o boneco até seu falecimento. Como herança, deixou essa missão para as sobrinhas, Lígia e Bruna, que com a ajuda das vizinhas da Rua 21 de abril, deram continuidade a esse legado. No entanto, como na segunda-feira de carnaval não tinha um bloco à noite na cidade e pensando em favorecer os comerciantes local, elas decidiram criar o bloco Velório do Zé Pereira. Dessa forma, elas não costuravam e entregavam o boneco para a organização do bloco do Enterro, mas criaram uma nova parte da história e que se juntou à narrativa. Para ter enterro, tem que ter velório. Mas esse velório cresceu e no ano de 2026 celebra 20 anos. O crescimento desse bloco se dá ao sucesso da organização que recria, a cada ano, os velórios do interior. Durante toda a concentração, o trio elétrico faz a animação dos foliões enquanto a organização distribui pinga, torradinha e batida doce. Uma forma de beber o defunto, como dizem no interior. No momento da saída do bloco, quando o caixão deixa a barraca denominada capela mortuária, a bateria Furiosa do Canário toca uma marcha fúnebre que acaba em um toque de alegria, marchinha e muito pulo das pessoas. Em 2006, as novas costureiras do Zé Pereira criaram também a sua viúva, Maria Pereira, que fica sentada ao lado do caixão e acompanha o trajeto do bloco. O bloco da segunda encerra-se na praça do Rosário, onde, no dia seguinte, acontece o bloco do Enterro do Zé Pereira. Apesar dos nomes parecer algo fúnebre, o bloco já foi considerado popularmente o melhor da região e atrai todos os anos uma quantidade significativa de turistas para a cidade. Em 2026, será no dia 16 de fevereiro, a partir das 18h.