Turismo em Minas Gerais | Caminho da Luz

Rastro de Luz

rua doutor osmar vasconcelos, s/n, santa maria, S/N - Santa Maria
(32) 98416-0394 (03) 98416-0394

Descrição

O Caminho da Luz é uma rota de peregrinação de 195 km, que começa na Cachoeira de Tombos, a 5° maior em volume de água do Brasil e termina no Pico da Bandeira, o 3° mais alto do país, a 2.892 mts de altitude.

Durante todo Caminho da Luz os peregrinos se deparam com a incrível diversidade das montanhas de Minas. São cachoeiras, riachos, vales, pássaros, as mais belas e diversas flores, árvores centenárias e muito encantamentos naturais.

Saída: Sob Demanda

1 a 30 pessoas

Acessibilidade

auditiva

Serviços disponibilizados

Hospedagens; Condutor do Caminho da Luz; Condutor de montanha local – Pico da Bandeira; Transporte de Mochila, Seguro de Viagens, Traslado em veículo 4x4;

Duração: 7 dias

  • Dia 1

    O caminhante se desloca para a Cachoeira de Tombos, a quinta em volume de água do Brasil, e o marco inicial do Caminho da Luz. De lá, o destino será o distrito de Catuné. No caminho, o peregrino passa por Reservas Ambientais e conhece a centenária Fazenda Oliveira (1845). O caminhante adentra-se pela Mata do Banco, onde os verdes campos perdem-se de vista e, quase chegando a Catuné, o destino final do dia, ele sente a magia em conhecer a Gruta Santa (subida forte, pelo trilho no pasto), local de grande mistério para a ciência e para os religiosos.
  • Dia 2

    Logo nos primeiros quilômetros, conhecemos o Balneário da Comunidade da Igrejinha, onde existe um Santuário de Nossa Senhora Aparecida. Dali o caminhante seguirá para Água Santa, passando pelo morro do “Lombo do Burro” (subida forte, de aproximadamente 2,5 km), emudecido pela vastidão do Vale do Silêncio. Em Água Santa, do alto da montanha que abriga o Santuário da comunidade, é possível avistar todo o vale e beber da água que jorra de dentro da pedra. Continuando a peregrinação, o caminhante ruma para o Alto da Jacutinga (novamente uma subida forte, de aproximadamente 4,3 km, a aproximadamente 1.058m de altura, onde andorinhas, sabiás canários, bem-te-vis, e uma enorme diversidade de outros pássaros saúdam o caminhante com seus cantos. Inicia-se a descida à cidade de Pedra Dourada, local de pernoite.
  • Dia 3

    Acompanhado pelas antigas árvores centenárias, o caminhante ruma a Faria Lemos, uma das menores cidades de Minas, e o próximo local de pernoite.
  • Dia 4

    Hoje, o caminho leva à centenária Carangola, a maior cidade da região, conhecida pelos antigos como “Princesinha da Zona da Mata”. Logo ao sair de Faria Lemos, o caminhante passa pelo Córrego do Inhame, seguindo até a Fazenda das Palmeiras, de expressiva importância no mercado mineiro de produção de cachaça. Continuando a jornada, inicia-se a subida da Serra dos Cristais, assim denominada devido à abundância de tais pedras no leito da estrada. Do alto, é possível avistar Tombos, Catuné, Pedra Dourada, Carangola e um trecho da Serra de Caiana, que será percorrido no dia seguinte. Acompanhando o leito do Rio Carangola, o caminhante chega a Carangola, local de pernoite.
  • Dia 5

    Apesar da beleza de todo o Caminho da Luz, muitos chegam a dizer que este é um dos mais belos trechos, passando pela antiga Estrada de Ferro Leopoldina. No caminho, o peregrino entra na Parada General, e se desloca até a Estação de Ernestina, com varias nascentes, antigas construções da Estrada de Ferro, túnel de pedra, mono carvoeiro, sem falar nas paredes de bromélias, samambaias e avencas. Chega-se a Caiana, uma cidade que concentra grande energia gerada pela diversidade de minérios ali existentes em suas minas de cristais, mica e pedras semipreciosas. O carimbo é recebido no Hotel Cristal. Ao deixar Caiana, a pouco mais de uma hora de caminhada, chega-se a Espera Feliz, conhecida com “Cidade das Flores” ou “Terra Fria.
  • Dia 6

    Saindo de 748 metros de altura, para os 814 metros de Caparaó, cidade cafeeira, com relevante destaque no mercado mundial de café, conhecido como o “Café das Montanhas de Minas”. Nesse trecho, o caminhante passa pela comunidade de Quicé, que possui uma pequena fábrica de doce de leite e outra de iogurte, avistando à frente a Pedra Menina. Logo após o Pontilhão de Ferro, o Caminhante entrará a direito com destino a Comunidade da Galiléia, fazendo por ali a rota que os índios faziam para chegar a Montanha Sagrada do Brasil, o Pico da Bandeira. Caparaó possui também um povo hospitaleiro, belas montanhas e uma rampa de vôo livre. Saindo da Galiléia, reinicia-se a caminhada, passando pela Comunidade da Boa Vista, no entorno do Parque Nacional do Caparaó, saindo dos 814m de altura para os 997m de Alto Caparaó, cidade ao pé do Pico da Bandeira.
  • Dia 7

    O caminhante parte para conquistar o Pico da Bandeira, o terceiro mais alto do Brasil e o primeiro mais alto acessível. Os jipeiros se encarregam da condução do caminhante pelo Parque Nacional do Caparaó até a tronqueira, último lugar acessível a veículo motorizado, mas há quem opte em subir este trecho a pé. Da tronqueira à Casa de Pedra são 3,7km de caminhada forte, passando pelo Vale Encantado e pelo Rancho dos Cabritos. Na Casa de Pedra, o caminhante faz uma pequena pausa para descanso e tem uma bela visão do Pico do Cristal, que fica ao lado do Pico da Bandeira. Depois de alguns minutos de descanso, a partida para o último trecho. São 3,8km até o alto do pico, passando pela Cruz do Crioulo e por vales estonteantes. A CONQUISTA – uma enorme força toma conta de todo o ser; corpo e mente se unem em um só; êxtase completo. Fôlego recuperado e paisagens registradas, o caminhante inicia a descida. De volta à cidade de Alto Caparaó, o caminhante se dirige à Pousada Serra Azul, onde receberá o último carimbo da credencial e seu Certificado de Caminhante da Luz.