Turismo em Minas Gerais | Halloween em Minas

629
Foto por: Reprodução Internet
Atualizado em: 30/10/2023

Halloween em Minas - Lendas e causos sobrenaturais mineiros


 

Assim como no Halloween, mais conhecido como dia das bruxas, popularmente associado ao terror, carregando uma atmosfera mais sombria, Minas traz em sua história causos sobrenaturais que passam de geração para geração.

 

 

Entre as grandiosas montanhas, cachoeiras majestosas e cidades históricas de Minas Gerais, esconde uma terra de rica tradição e lendas, onde os contos e aparições fantasmagóricas, seres misteriosos e eventos sobrenaturais se entrelaçam com a própria história do estado. 

Com a variedade de lendas e causos sobrenaturais daqui de Minas, vamos combinar que é melhor deixar o halloween para os gringos aproveitarem. Enquanto isso, que tal celebrar a cultura mineira, conhecendo algumas das histórias mais famosas?!

Para adentrar nesse mundo onde o inexplicável se torna realidade e a história se mistura com o paranormal, conto com a participação da escritora, Mari Lucioli, fascinada por lendas urbanas e histórias fantásticas e influencer literária, que se juntou para assombrar o blog.

 

Maria Papuda - O Fantasma Do Palácio da Liberdade

Por Thais Miranda e Mariana Lucioli

 

Foto: Palácio da Liberdade por Pedro Vilela

 

Moradora da antiga cidade Curral Del Rey, atual Belo Horizonte, Maria Papuda assombra uma das lendas da região.Tão conhecida que a história da assombração ganhou um episódio no programa “Tô indo” na Globo, no dia 14/10/2023.

Nome curioso né? Esse apelido foi dado à Maria devido a doença de bócio que ela sofria, que acarreta no aumento da tireoide.

 

Durante a construção de Belo Horizonte, no fim do século 19, a Maria Papuda era uma senhora que residia em um rancho onde se localiza o luxuoso Palácio da Liberdade.

A lenda conta que Maria não gostou de sair do local e antes de morrer, a senhora lançou uma maldição sobre o Palácio e todos os futuros moradores do prédio. Segundo a lenda, os governadores que tomassem posse em anos pares, sofreriam acidentes terríveis antes do fim de seu mandato.

Reza a lenda também que se algum governador enxergasse a mulher, ele morreria. Acham que é brincadeira?


 

A Loira do Banheiro

Por Thais Miranda

 

Foto: Sabará por André bernardes

 

Você provavelmente já ouviu falar da Loira do Banheiro, ou pelo menos já ouviu falar da moça que aparecia no banheiro das escolas. 

A famosa lenda conta que existia uma professora bastante rígida e que exigia um bom  comportamento dos alunos de uma escola em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ela tinha cabelos loiros e a pele bem clara.

 

Um dia, depois de anos dando aula, a loira não compareceu a escola para as aulas e isso inquietou os alunos. Ao questionarem a diretora, descobriram que ela havia sido atropelada por um trem. A partir daí, sempre assombrou as meninas no banheiro. Loucura né?

A lenda diz que o fantasma da moça aparecia no espelho do banheiro feminino vestida de branco, com algodão no nariz e nos ouvidos,e era as meninas que faziam bagunça pelo colégio que ela assustava, fazendo juz a sua fama.


 

Lenda da mulher de duas cores

Por Thais Miranda

 

Diz a lenda que, uma jovem, neta de um viúvo fazendeiro, engravidou de um escravo e juntos, fugiram para um quilombo. Contam que o fazendeiro encomendou trabalhos de uma bruxa para que a criança não nascesse viva. Porém, a mulher acabou dando à luz a uma criança com manchas brancas e escuras.

A menina foi acolhida pelo quilombo que dava carinho e costumava costurar vestidos longos de algodão e que eram tingidos de duas cores. Após anos, a moça decidiu voltar para a cidade, onde foi bravamente discriminada e maltratada. Na volta para o quilombo, não encontrou ninguém, pois todos haviam voltado à cidade por conta da abolição da escravatura.

Acha que ela parou por aí?

A menina retornou para a cidade em busca de seu povo, mas, no caminho, morreu em um acidente de arma de fogo. Segundo a lenda, seu espírito não se deu conta da morte e até hoje continua vagando de dia a passos rápidos e largos, nas estradas de Minas Gerais com fronteira com São Paulo, ou dentro das pequenas matas. Veste suas roupas de algodão de duas cores, caminhando com pressa nas pontas dos pés quieta e calada.

 

Os dois próximos “causos” foram escritos por Mariana Lucioli (você também pode encontrá-la no instagram @marianalucioli). Mari nasceu no interior de Minas, em uma fria cidade da Estrada Real e cresceu fascinada por lendas urbanas e histórias fantásticas. Ela trabalha com escrita criativa desde 2021.

 

Moça Fantasma

por Mariana Lucioli

 

Foto: Parque Serra do Curral por Portal Minas Gerais

 

Na madrugada de Belo Horizonte, bem ao pé da serra, uma moça pálida vaga pelas ruas da Savassi em busca de seu amor. Mesmo após a morte, ela não desistiu de seus sonhos românticos. Morreu cedo, sem poder realizar seu próprio casamento, o maior sonho de sua vida. A Moça-Fantasma se mistura à neblina da Serra do Curral para lamentar pelo seu futuro interrompido na capital mineira, espalhando o cheiro inconfundível de dama-da-noite pela cidade. Antes do sol raiar, entretanto, ela se dissipa na névoa matinal, apenas para retornar para as avenidas movimentadas de Belo Horizonte ao cair da noite, sempre à procura de um amor para chamar de seu. 

Quem nunca sonhou em encontrar seu amor verdadeiro?


 

A maldição dos Lombardi

por Mariana Lucioli

 

Foto: Estrada Real por Lídice Cardinot

 

Segundo a lenda, um casal de imigrantes italianos se instalou em uma cidadezinha esquecida da Estrada Real, onde abriram uma pequena floricultura. Os negócios, entretanto, iam de mal a pior. O jeito que encontraram foi adicionar uma nova função à empresa: serviços funerários. Assim, eles teriam não só a renda da venda da floricultura, como a renda da prestação de funerais, caprichando bastante em suas coroas de flores.

A região abriu seu primeiro cemitério e, logo, velórios luxuosos eram realizados toda semana na cidade. Tudo corria bem, até que o casal se desentendeu. Após muitas brigas, a mulher foi expulsa de casa, sem direito ao próprio negócio e o casório — forjado para a imigração — desfeito. Cada um seguiu seu rumo, formou sua própria família, mas a mulher nunca teve paz.

Uma maldição acompanhou cada um de seus descendentes, ceifando a vida de seus familiares ainda jovens. Diz a lenda que a maldição é o preço que a mulher paga até hoje por ter traído seu esposo. Outras versões, por outro lado, dizem que há algo mais obscuro envolvendo o casal e sua funerária. 


 

Gostou? Quer conhecer mais lendas mineiras? Dá uma olhada aqui em mais Lendas da Cultura [sobrenatural] mineira.

Sobre o Autor

Thais Miranda

Mineira e futura turismóloga. Apaixonada por conhecer e desbravar novos destinos e culturas.

Mari Lucioli

Apaixonada por contos de fadas desde pequena, encontrou na escrita refúgio e vocação, tendo como meta recriar histórias que marcaram sua infância.

Comentários

O que eu procuro em Minas?