Turismo em Minas Gerais | Mineiridade: conheça 8 manifestações culturais de Minas Gerais

Foto por: Consuelo de Abreu
Atualizado em: 05/05/2022

Mineiridade: Conheça 8 manifestações

culturais de Minas Gerais

 

Saiba mais sobre práticas culturais, danças e festividades tradicionais típicas de Minas Gerais.

 

Minas Gerais é repleto de cultura, seja em qual canto você for. Por isso hoje separamos 8 manifestações culturais que estão presente em Minas Gerais e que colorem, alegram e enriquecem a nossa história.

 

1. Congado

O Congado é marcado pela presença de cores, instrumentos, alegria, dança, cultura e . A festividade se espalha por todo país, ganhando singularidades em cada local que passa. Em Minas Gerais é a devoção à Nossa Senhora do Rosário que prevalece.

A mistura dos elementos da cultura africana com a religião católica, é o centro da formação do Congado, ou Congada. A festividade envolve o levantamento de mastro, coroação, e instrumentos musicais que juntos ao canto dão ritmo ao ritual.

 

Foto: Festividade do Congado em Minas Gerais.

 

Minas reúne a maior concentração de congadeiros do país, segundo a Federação dos Congados do Estado, mantendo viva a tradição passada de geração em geração. Existem diversos grupos, ou ternos, e dentre eles, Moçambique, Marujada, Vilão e Catopés são os principais.

O Congado é uma manifestação religiosa que resiste com o tempo, reafirmando a importância da cultura africana na nossa formação.

 

2. Folia de Reis

A Folia de Reis, ou Reisada, é uma festa da tradição cristã. Na história bíblica os três reis magos, Gaspar, Melchior e Baltazar, viajam seguindo a estrela de Belém até encontrar Jesus para presenteá-lo.

A Folia de Reis conta com 12 dias de celebração, indo desde 24 de dezembro, véspera do nascimento de Jesus, até 6 de janeiro, o dia de Reis. A festividade tem origens na Europa, mas já se instalou com raízes fortes no Brasil.

Na tradição o grupo de folia desfila pela cidade sempre com uma bandeira a frente para identificação do grupo. Cada grupo conta com a presença de um mestre, os três Reis Magos, os palhaços, os alfeires e os foliões.

 

Foto: Personagens da Folia de Reis.

 

A Folia de Reis é muito forte e presente em Minas Gerais e no ano de 2017 foi declarado como Patrimônio Imaterial do Estado.

Confira mais sobre essa folia no post É tempo de Folias de Reis!

 

3. Quadrilha

A Quadrilha ocorre geralmente entre os meses de junho e julho, e já é popularizada por todo o Brasil, e acontece até em outros países. A Quadrilha foi trazida pelos portugueses e continua presente na cultura brasileira até os dias atuais.

É uma festa muito popular que acabou caindo no gosto dos brasileiros, afinal quem não ama as comidas típicas dessa época do ano, as roupas, a imensidão de cores vibrantes das bandeirinhas, e claro as danças maravilhosas!

A quadrilha é um estilo de dança entre casais, tradicional nas festas juninas.

 

Foto: Arraial de Belo Horizonte.

 

Combinando com o estilo caipira, a quadrilha é um sucesso em Minas Gerais, indo desde pequenas festas locais até grandes arraias.

Curiosidade sobre as festas juninas em Minas.

 

4. Cavalhada

A Cavalhada tem suas origens nos torneiros de cavaleiros da Idade Média, e durante os 3 dias de festa ocorre uma grande encenação.

Os cavaleiros ficam divididos entre os com vestimenta azul, que representa os portugueses, e os de vermelho, representando os mouros. Ao longo dos dias é teatralizado as batalhas, finalizando com a vitória dos portugueses, convertendo os mouros ao cristianismo.

Na festa é possível ver a destreza dos cavaleiros em uma apresentação cativante, e a população não consegue tirar os olhos. É como acompanhar uma batalha real, com os personagens do Rei, da Rainha, da Princesa dos Mouros, do Espião dos Mouros, e tantos outros.

 

Foto: Cavaleiro azul da cavalhada.

 

Esse folguedo é muito presente no Sul de Minas, onde a cada ano a encenação é revivida e faz muito sucesso entre o público.

 

5.Festa do Divino

A Festa do Divino é mais um festejo que vem da religião cristã, e está relacionada ao dia de Pentecostes, cinquenta dias após a Páscoa, quando Jesus teria se mostrado para Maria na forma de Espírito Santo.

Não possuindo uma data fixa, a festa geralmente ocorre entre os meses de maio e junho, e são 20 dias de celebração, com muitas rezas, missas e danças.

Símbolo do Espírito Santo, a pomba branca é estampada da Bandeira da Promessa e fica sempre no topo dos mastros.

 

6. Caxambu

Caxambu, ou jongo, é uma dança que foi trazida pelos escravos e um ritmo muito marcado pela presença do batuque.

Nos tempos da escravatura, o momento do jongo era um dos poucos momentos de encontro entre os negros, e ocorria nos dias dos santos católicos. Na dança todos formam uma roda, e no centro há o solista que comanda os cantos.

Em Minas a dança é conhecida como Caxambu pois esse é o principal instrumento de percussão utilizado. Mas o tambor pequeno, a cuíca, o chocalho, o tambu e outros também são utilizados para produzir a harmonia da dança.

 

7. Dança de São Gonçalo

A Dança de São Gonçalo é de origem portuguesa e homenageia o santo milagreiro, casamenteiro e protetor dos violeiros.

 

Foto: Dança de São Gonçalo, em São Romão.

 

Essa é uma dança feminina, tendo como protagonista mulheres mais velhas e solteiras que desejam se casar. Todas vestidas de branco carregam um arco de madeira branco e dançam em sincronia.

 

8. Mineiro-pau

Com o nome de Mineiro Pau em nosso estado, essa dança se baseia na encenação de um duelo, em que homens empunham um bastão de madeira para “duelar”.

A origem do Mineiro Pau vem das lavouras de café, onde era praticado pelos escravos. Hoje a manifestação dessa dança se encontra mais em municípios do interior, como Barão de Monte Alto.

 

Foto: "Duelo" no mineiro-pau.

 

É uma junção de dueto, dança e música puxada por instrumentos como sanfona, triângulo e pandeiro, sendo muito lindo de se ver.

 

 

Existem inúmeras manifestações culturais espalhadas por Minas, confira mais em Macucultura: Você precisa vivenciar esse Festival de Artes e Cultura Quilombola!

 

 

 

 

Sobre o Autor

Breno Montserrat

Turismólogo em formação e analista de marketing turístico. Apaixonado por música, livro, pizza e um bom café. Mineiro do interior, noveleiro, filho do verão.

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