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Curiosidades sobre as festas juninas em Minas

Foto por: Acervo MTur - Roberto Castro
Atualizado em: 03/10/2020

Pula fogueira iá ia... Pula fogueira iô iô...

Ah, a gente ama essa época do ano, tem como não amar?

A tradição das festas juninas chegou em Minas com os portugueses, mas nós mineiros soubemos bem aproveitar e acrescentar um “q” a mais e fazer essas festas ficarem ainda mais interessantes.

Em uma festa junina que se preze não pode faltar nossa rica gastronomia repleta de comidas quentinhas e saborosas, a caracterização de crianças grandes e pequenas, com roupas coloridas de “caipira”, a decoração com bandeirinhas, bambus, balões e, no final, claro que se acabando de dançar uma quadrilha. Em muitos lugares permanecem também as tradições religiosas que são a razão do período dedicado aos Santos Antônio, João e Pedro, como procissões e o hasteamento de bandeiras em mastros próximos a igrejas, com imagens dedicadas a esses santos. 

Esse ano está um pouco diferente, a gente sabe, mas não podemos deixar de lembrar dessas festanças tão queridas por Minas afora. Pois a gente traz algumas curiosidades sobre as festas juninas em Minas, confere aí. Ah, mas fique atento, as edições desse ano foram suspensas ou adiadas. A gente só veio relembrar o quanto é gostosa a tradição nessas cidades.

A maior festa junina de Minas, uma das 5 maiores do Brasil

Bem no centro da capital mineira é celebrada há 41 edições uma das 5 maiores festas juninas do Brasil. Regado a quadrilhas e muitas oportunidades de comilança, durante os meses de junho e julho acontece no Arraial de Belo Horizonte um tradicional concurso de quadrilhas juninas e grandes shows. O toque final vem com a gastronomia típica, fortemente presente em concursos de pratos juninos e barraquinhas com todas aquelas delícias. O evento já reuniu mais de 120 mil pessoas em sua maior edição (2016).

As maiores fogueiras de Minas

Conhece alguém que gosta da brincadeira de pular fogueira?  As cidades de Ingaí, no sul de Minas, Mesquita, no Vale do Rio Doce, e Cachoeira de Minas, no Sul de Minas, são as recordistas em fogueiras gigantes do estado. Ingaí constrói anualmente uma fogueira de 40 m de toras de eucalipto, em seguida está Mesquita, com sua fogueira de 32 m de altura, e então Cachoeira de Minas, com sua fogueira de 30 m. Definitivamente, essas são impossíveis de pular. Mas se não dá pra pular, dá pra apreciar a queima, as quadrilhas e toda a comilança.

A Festa mais tradicional

Olha Ingaí aqui outra vez.  Em edições oficiais a cidade também leva o título de festa junina mais tradicional em Minas! A cidade comemorou em 2019 a edição de 87 anos de sua tradicionalíssima festa.

Festa do maior pé de moleque do mundo

A gente não poderia deixar de citar Piranguinho que, em 365 dias no ano (366 em anos bissextos), é a capital do pé de moleque em Minas. Há 14 edições a cidade celebra a tradicional receita desse doce tão querido entre todos, e muito procurado neste período, que por sinal é considerada Patrimônio Imaterial de Minas Gerais. Nessa festa é confeccionado o maior doce de pé de moleque do mundo, ao som de muita música e boa comida. O melhor é que depois da confecção do doce ele é distribuído pra quem está por lá. A boca chega a salivar aqui... A gente postou a receita dessa delícia aqui, não perca!

Deu pra perceber o quanto Minas vive intensamente esse período dos festejos juninos, né? É muita riqueza cultural presente em cada festa espalhada pelas centenas de municípios do estado.

Se você é da turma do “balancê”, busque inspiração e prepare uma comemoração intimista, só pra quem mora com você, claro, e se morar sozinhx é bom que vai sobrar mais, e não deixe esse período passar em branco.

LEIA: Gosto de Minas: Bebidas Juninas

 

Sobre o Autor

Júnia Gontijo Cândido

Turismóloga, apaixonada por livros, séries, rock'n'roll e vida ao ar livre (não necessariamente nessa ordem). Atua na Diretoria de Promoção e Mkt Turístico.

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